O Tocantins tem se destacado nacionalmente ao transformar o cuidado com o meio ambiente em parte do cotidiano escolar. De acordo com dados do Censo Escolar 2024, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estado conquistou o 2º lugar no ranking nacional de Educação Ambiental, com 84% das escolas desenvolvendo atividades voltadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Na região do Bico do Papagaio, essa realidade é vivenciada de forma prática por instituições que aliam educação, território e sustentabilidade. É o caso da Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo, em Esperantina, que trabalha a educação ambiental de forma integrada à formação dos estudantes do campo.
Para Adão Silva, diretor da unidade, o reconhecimento do Tocantins reflete um trabalho que vai além da sala de aula.
“Na Escola Família Agrícola, a educação ambiental não é um projeto isolado, ela faz parte da vida do estudante. O aluno aprende cuidando da terra, entendendo o clima, preservando os recursos naturais e refletindo sobre o futuro da própria comunidade. Isso forma cidadãos conscientes e comprometidos com o território onde vivem”, destacou.
Segundo ele, a proposta pedagógica das Escolas Famílias Agrícolas dialoga com as políticas públicas de educação ambiental desenvolvidas no estado, fortalecendo a formação integral dos estudantes do campo.
“Quando o estudante entende que preservar o meio ambiente também é garantir produção, renda e dignidade no campo, a aprendizagem se torna real e transformadora”, completou Adão Silva.
Entre as iniciativas desenvolvidas no Tocantins estão programas que levam às escolas práticas de agricultura sustentável, educação ambiental, segurança alimentar e valorização do campo, além de ações voltadas à educação intercultural e ao cuidado com o território.
As unidades escolares também recebem assessoria técnica e pedagógica para o planejamento e execução de projetos ambientais, além de incentivo à participação em feiras científicas, conferências, olimpíadas e ações de prevenção a queimadas, enfrentamento às mudanças climáticas e promoção da sustentabilidade.
Em Esperantina, projetos como o Ler para Reflorestar, da Escola Estadual Dr. Ulisses Guimarães, reconhecido pelo Prêmio Escola que Transforma, demonstram como a educação ambiental no Tocantins vem gerando resultados concretos, unindo teoria, prática e impacto social.
Para Adão Silva, o desafio é garantir a continuidade dessas ações.
“Educar para o meio ambiente é educar para a vida. Quando isso se torna prática diária nas escolas, o resultado aparece não só nos números, mas na consciência das novas gerações”, concluiu.