Palmas (TO) — Durante a convenção partidária da Federação PSOL-Rede realizada na manhã do dia 20 de julho, na capital tocantinense, o pré-candidato a deputado federal Adalton da Silva (PSOL) fez um discurso marcado por forte apelo social, críticas ambientais e defesa de uma política mais próxima da realidade da população.
Diante de militantes e lideranças, Adalton utilizou sua própria trajetória para se apresentar como representante das classes populares. Trabalhador da construção civil e oriundo de assentamento da reforma agrária, ele relembrou as dificuldades enfrentadas ao longo da vida.
“Sou pedreiro, filho de assentado e assentado da reforma agrária. A gente vem de uma família humilde, de dez irmãos, e lutou muito para ajudar dentro de casa”, afirmou.
Críticas ambientais e realidade do interior
Parte significativa da fala foi dedicada à situação ambiental na região do Bico do Papagaio, onde o pré-candidato nasceu. Ele denunciou impactos causados por ações humanas em áreas próximas aos rios Araguaia e Tocantins.
“Os rios estão enchendo de areia, o pescado está acabando, e os ribeirinhos estão tendo prejuízo porque não conseguem mais pescar”, disse.
Adalton também mencionou a defesa de projetos de preservação de nascentes e criticou a resistência de setores que, segundo ele, já contribuíram para a degradação dessas áreas.
Defesa da esquerda e críticas políticas
Durante o discurso, o pré-candidato reforçou seu posicionamento ideológico e associou a esquerda à defesa das populações mais vulneráveis.
“Quem cuida de gente é a esquerda. Quem conhece a realidade de quem precisa, é a esquerda”, declarou.
Ele também criticou o modelo educacional que, segundo ele, limita o pensamento crítico, defendendo uma educação mais “libertadora”.
Soberania e críticas a interesses externos
A fala também abordou questões nacionais e internacionais. Adalton criticou a exploração de recursos naturais brasileiros e demonstrou preocupação com a influência de interesses externos.
“Tem uma classe que entrega o que é nosso. Enquanto isso, o recurso está indo para fora e o nosso povo segue sem saúde e sem educação de qualidade”, afirmou.
Mobilização e política de base
Ao encerrar, o pré-candidato destacou a importância da participação popular e do trabalho direto com os eleitores durante a campanha.
“É um trabalho de casa em casa, conscientizando. Se você conquista um voto, peça para aquela pessoa conquistar mais um”, disse.
Mesmo reconhecendo os desafios da disputa, ele afirmou que sua candidatura representa a necessidade de ampliar a presença de pessoas comuns na política.
“Não me vejo como o mais preparado intelectualmente, mas vejo a necessidade de pessoas honestas na política”, concluiu.