A reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek, que liga Tocantins ao Maranhão pela BR-226, é alvo de análise da Controladoria-Geral da União. Relatório do órgão aponta indício de risco de sobrepreço no contrato firmado para a obra, concluída em dezembro de 2025.
De acordo com a auditoria, o valor contratado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes foi de aproximadamente R$ 171,9 milhões. A equipe técnica estimou que o custo compatível seria de cerca de R$ 154,15 milhões, indicando diferença de R$ 17,8 milhões. O documento atribui o resultado à metodologia de estimativa utilizada, baseada em referências de obras anteriores e parâmetros financeiros atualizados.
A CGU também registrou ausência de documentos que comprovem os critérios de escolha das empresas consultadas para composição do orçamento, o que, segundo o relatório, dificulta a rastreabilidade do processo de contratação. Entre as recomendações estão a padronização dos métodos de estimativa, revisão técnica dos valores e atualização de normas internas para contratações emergenciais.
O DNIT informou que o orçamento foi elaborado com base em estimativas técnicas compatíveis com a complexidade da obra e com as informações disponíveis no período da contratação. O órgão afirmou ainda que não há, até o momento, conclusão definitiva sobre irregularidade ou dano ao erário e que eventuais ajustes serão analisados administrativamente.
A nova ponte foi construída após o desabamento da estrutura anterior, ocorrido em dezembro de 2024, quando veículos caíram no Rio Tocantins. A travessia liga os municípios de Aguiarnópolis e Estreito e foi liberada ao tráfego um ano após o acidente.