Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro e diferença chega a 1.876 votos em Augustinópolis

Presidente aumentou a votação em 617 votos no segundo turno, enquanto adversário perdeu 97; comparação revela mudanças na distribuição dos votos válidos no município
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Montagem reúne o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um novo mandato, usando um chapéu azul com a frase “Brasil é dos brasileiros”, e Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência que não foi eleito, com camiseta amarela e a bandeira do Brasil ao fundo/ Foto: Reprodução

A comparação entre os resultados do primeiro e do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 mostra uma ampliação da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) em Augustinópolis, no norte do Tocantins. No intervalo entre as duas votações, Lula passou de 5.553 para 6.170 votos, enquanto Flávio caiu de 4.391 para 4.294.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula recebeu 53,07% dos votos válidos no município, contra 41,96% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois foi de 1.162 votos. Já no segundo turno, em 25 de outubro, o petista alcançou 58,96%, enquanto o candidato do PL ficou com 41,04%. A distância aumentou para 1.876 votos.

A diferença entre os candidatos cresceu, portanto, 714 votos de um turno para o outro. Em termos percentuais, a vantagem de Lula passou de 11,11 para 17,92 pontos percentuais, uma ampliação de 6,81 pontos.

O que mudou entre os dois turnos

A votação de Lula aumentou em 617 votos, crescimento de aproximadamente 11,1% em relação ao primeiro turno. Flávio Bolsonaro, por sua vez, perdeu 97 votos, uma redução de cerca de 2,2%.

Os dados também mostram uma alteração na participação proporcional dos candidatos. Lula avançou 5,89 pontos percentuais, enquanto Flávio recuou 0,92 ponto percentual.

Essa diferença exige uma observação: o aumento da votação de Lula não pode ser explicado exclusivamente pela perda de votos de Flávio. No primeiro turno, havia outras candidaturas presidenciais, que juntas receberam 520 votos em Augustinópolis. No segundo, a disputa ficou restrita aos dois candidatos.

O resultado é compatível com a transferência de parte dos votos das candidaturas eliminadas para Lula, mas também pode envolver eleitores que votaram em Flávio no primeiro turno e mudaram de escolha, pessoas que não compareceram anteriormente e passaram a votar, ou eleitores que optaram por branco ou nulo e decidiram escolher um dos candidatos. Os números agregados não permitem identificar individualmente esses movimentos.

A votação dos dois candidatos concentrou todos os votos válidos

Um dos aspectos mais relevantes da comparação é a quantidade total de votos válidos. No primeiro turno, os dois principais candidatos somaram 9.944 votos. As demais candidaturas reuniram outros 520, totalizando 10.464 votos válidos.

No segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro somaram exatamente 10.464 votos. Assim, o total de votos válidos permaneceu igual entre as duas etapas, embora a distribuição entre os candidatos tenha mudado.

Esse cenário permite dimensionar a mudança no resultado: Lula terminou o segundo turno com 617 votos a mais do que havia recebido na primeira votação, enquanto Flávio ficou com 97 a menos. A diferença entre os dois aumentou porque houve crescimento da votação de um candidato e redução da do outro, além da redistribuição dos votos antes destinados a outras candidaturas.

Comparecimento aumentou, mas abstenção continuou próxima de um quinto do eleitorado

O comparecimento às urnas também apresentou uma pequena variação. No primeiro turno, 10.941 eleitores compareceram, enquanto no segundo foram registrados 11.005, aumento de 64 pessoas.

O eleitorado apto informado para o segundo turno foi de 13.633 pessoas. Desse total, 2.628 não compareceram, o equivalente a aproximadamente 19,28% do eleitorado. A abstenção foi, portanto, próxima de um quinto dos eleitores aptos.

No segundo turno, foram contabilizados ainda 106 votos em branco e 435 nulos. Juntos, eles representaram 541 votos, cerca de 4,92% do comparecimento.

Esses números mostram que a ampliação da votação de Lula ocorreu em uma eleição com comparecimento ligeiramente superior ao do primeiro turno. No entanto, o acréscimo de 64 comparecimentos não explica sozinho o aumento de 617 votos do petista. A diferença também envolve a redistribuição dos votos válidos entre as candidaturas.

O que os números revelam sobre o comportamento eleitoral

A comparação dos resultados permite identificar uma mudança na distribuição dos votos válidos em Augustinópolis, mas não determina suas causas. Para compreender por que Lula ampliou sua votação e Flávio perdeu votos, seria necessário combinar os dados eleitorais com pesquisas de opinião, levantamentos sobre transferência de votos e entrevistas com eleitores.

Estudos sobre comportamento eleitoral costumam examinar três movimentos em eleições de segundo turno: a transferência de votos de candidatos eliminados, a manutenção da preferência dos eleitores dos dois primeiros colocados e a participação de pessoas que não votaram ou escolheram branco ou nulo na primeira etapa.

Esses fatores ajudam a formular hipóteses, mas não devem ser tratados como explicações comprovadas para o resultado municipal sem evidências específicas. Uma pesquisa realizada em âmbito nacional, por exemplo, não representa automaticamente o comportamento dos eleitores de Augustinópolis.

O dado objetivo é que Lula ampliou sua votação e sua vantagem em relação a Flávio Bolsonaro. A diferença, que era de 1.162 votos no primeiro turno, chegou a 1.876 no segundo, em um município onde o total de votos válidos permaneceu em 10.464.

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