Barron Trump, de 20 anos, é o filho mais novo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da primeira-dama Melania Trump. Nascido em março de 2006, em Nova York, ele cresceu longe dos holofotes em comparação com os outros filhos do presidente e atualmente é estudante da Universidade de Nova York, a NYU.
Mas, nos últimos dias, o nome de Barron passou a ocupar o centro de uma crise internacional.
Uma emissora estatal iraniana exibiu um vídeo que aparenta fazer uma ameaça direta contra o jovem. A gravação mostrou imagens e referências a locais associados à rotina de Barron e teria mencionado uma recompensa de 10 milhões de dólares por sua morte. O conteúdo chamou a atenção do Serviço Secreto dos Estados Unidos, responsável pela proteção da família presidencial.
O órgão confirmou que está ciente do vídeo e que trata como ameaça qualquer conteúdo que possa representar risco às pessoas sob sua proteção. Por questões de segurança, o Serviço Secreto não revelou detalhes sobre as medidas adotadas.
A ameaça acontece em um momento de forte escalada entre Washington e Teerã. Os Estados Unidos e o Irã estão envolvidos em um conflito que se intensificou após as ações militares americanas contra o território iraniano e a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em fevereiro deste ano.
Desde então, ameaças contra Donald Trump e integrantes de sua família vêm aumentando.
Apesar da repercussão do vídeo, existe uma ressalva importante: o chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, negou nesta quinta-feira que exista um plano iraniano para assassinar Barron Trump e classificou as acusações como falsas.
Assim, o que está confirmado até agora é que um vídeo veiculado pela mídia estatal iraniana apresentou uma ameaça contra Barron, que o Serviço Secreto americano está investigando o caso e que o episódio acrescentou mais tensão à já delicada relação entre Estados Unidos e Irã.